quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Monumental e o Velho Casarão

A expressão "O velho casarão"pode ser lembrança a um capítulo da epópeia o Tempo e o Vento do Érico Veríssimo,pode denominar-se também grandeza,experiência,sabedoria,,mas também pode se lembrar de solidão,tristeza,imensidão.Particularmente "O Velho Casarão" virou oficialmente a expressão que denomina o "Antigo" Olimpíco chegando cada vez mais perto do seu fim quando o Grêmio passará a jogar na Arena a partir de Dezembro.O Olimpíco que ficará na memória de nós gremistas,que um dia tiveram a oportunidade de adentrar os três anéis logo na entrada do estádio que parece um portal que dá a passagem a mundo surreal aonde acontece a batalha dos gladiadores que com as cores tricolores  naquela que é considerada nossa segunda residência .
Hoje depois de tempos fui ao Estádio Olímpico novamente,e olha que vamos até sentir falta desse nome "Olimpíco Monumental" que é uma reciprocidade comparando a história do Grêmio,para chamar simplesmente "Arena",mais um item de tantos que vou sentir falta do Velho Casarão.
 Não sou um frequentador assíduo do Olímpico,fui ontem na partida contra o Atlético-GO,antes disso havia tempos que ficava enrolando de visitar o Olímpico e nós percebemos o quanto nós somos frágeis a preguiça quando ela denomina no nosso corpo.
Ontem no Olímpico tive aquela emoção nostálgica de tempos de criança lá por volta de 1996 aonde meu pai,me levou pela primeira vez no Monumental,eu era criança oriundo de Vacaria interiorzão do Rio Grande do Sul,tudo aquilo era novidade e surpreendia. Ao mesmo tempo em que eu sentia uma euforia e o sentimento de saudade de estar lá,me vinha a tristeza de pensar que o tempo é inimigo do Velho Casarão e cada vez mais chega o momento do Monumental virar apenas uma lembrança apertada em nossos melhores sonhos.
Uma lembrança multiplicada por milhões e milhões,quantas pessoas não tem,ou não tiveram boas histórias pessoais para contar do Olímpico,tudo isso vai ser eternizado,e é eterno porque é a cara do Grêmio,é o próprio imortal tricolor,um palco de batalhas,lutas,glórias e derrotas,assim como na vida real.O velho casarão foi um palco para grandes pelejas,algumas delas eu tive sorte de vêr. Vi glórias,vitórias,derrotas e meros empates,vi acima de tudo que os gremistas são abençoados por vestirem o azul,preto e branco,são abençoados de ter uma memória viva do Velho Casarão ainda que seja só por mais 7 partidas,ou até o final do ano.
Um palco de beleza da mulher gremista fora das quatro linhas,um espetáculo a parte.Como as gremistas são lindas!e é no velho casarão que eu tenho a oportunidade de abrir um sorriso tímido e verificar em todos os cantos mulatas,morenas,loiras,todas lindas embelezando mais o Monumental que já esbanja beleza quando liga seus refletores. É como se fosse um ponto de referencia na Azenha quando as luzes começam a ligar.
O jogo de ontem foi um mero detalhe sinceramente,transbordou gente,a torcida compareceu em peso e assim no início do jogo se viu um Grêmio massacrante que fez dois gol,mas murchou quando tomou o gol do Atlético-GO,no intervalo a torcida gritava o nome de Osvaldo,Tcheco e Valdo na eleição do melhor meia direita que teve a sorte de pisar no gramado do velho casarão,mais uma daquelas histórias que só se sente quem está lá.O segundo tempo foi péssimo,e o goianos só não empataram porque os anjos não queriam que 47 mil pessoas não voltassem decepcionadas para suas casas.
O Grêmio é uma vida,há dias bons,ruins,tristes e outros mediados,há sempre um motivo para a superação e milhares para a desistência,os torcedores escrevem suas próprias páginas com um sentimento em comum ,o velho casarão é parte dessa história de que nem sempre o fim precisa demasiado melancólico embora haja espaços para a saudade.
Obrigado Velho Casarão,obrigado Grêmio,que algum poeta consiga descrever melhor o sentimento que expresso nesse texto

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