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uente,meio amargo e
essencial na vida dos gaúchos. O chimarrão não pode faltar na rotina de quem
vive o acampamento farroupilha durante os dias 7 a 22 de Setembro em Porto
Alegre.
Quem vai ao parque Mauricio Sirotsky sobrinho em Porto
Alegre e caminha entre os mais de 360 piquetes espalhados pelos 65 hectares de
área verde ,sabe que lá ele encontra três coisas básicas ; música gaúcha,
churrasco e o chimarrão, que dá as boas vindas e faz com que você se sinta
definitivamente em casa .
Te Aprochega vivente e tome tua cuia.
Te Aprochega vivente e tome tua cuia.
Antigo e tradicional habito dos gaúchos
O Chimarrão acompanha o gaúcho desde a sua existência por
assim dizer. Habito adquirido dos índios Guaranis que até então tomavam uma
bebida feita de folhas fragmentadas,
tomadas em um pequeno porongo por meio de uma folha de taquara na base que os
guaranis chamavam de “caá-i” que significa água da erva saborosa.
Os primeiros conquistadores que provaram da bebida dos
índios Guaranis gostaram, e então o Chimarrão se entendeu as margens do Rio
Prata, conquistou Buenos Aires, enriqueceu o Paraguai e chegou finalmente aos
Sete Povo e as Missões as margens do Rio Uruguai.
Dessa relação de amizade e companheirismo que só tem
aumentado com o passar dos séculos, o gaúcho nunca mais largou a erva-mate,
inclusive passou a ser um dos seus maiores exportadores tendo como principal consumir o vizinho
Uruguai.
“O Chimarrão desde
sempre acompanhou o gaúcho, por isso ele é símbolo de confraternização entre os
amigos” diz Zenildo Rodrigues, que mora na Zona Sul de Porto Alegre, vive,
trabalha e a sete anos vem para o acampamento farroupilha.
Em frente ao seu piquete uma cuia de chimarrão grande e
chamativa ilustrando a receptividade que se tem do parque. “O Acampamento
Farroupilha tem crescido bastante porque cada vez mais as famílias vêm pra cá e
acabam conhecendo mais sobre a cultura gaúcha”. Ele completa.
A vinte e dois anos no mesmo lugar
Entre tantos piquetes, diferentes histórias que se encontram
nas ruas do acampamento Farroupilha a de Hernani Silveira também chama atenção.
Com um galo nos dando as boas vindas em seu piquete ele nos conta que há vinte e dois anos vêm
acampar no mesmo lugar “Vi tudo isso aqui crescer, quando vim pra cá pela
primeira vez não tinha a metade das coisas que se tem agora, era tudo barro, o
tempo passa”. Ele nos conta.
De fato os números do acampamento farroupilha também
surpreendem. Em 1995 por exemplo o
número de entidades acampadas giravam em torno de cem. No começo dos anos 2000 o número de entidades
subiu para duzentos e quarenta. Hoje em dia o número de entidades e
patrocinadores que de quatrocentas entidades.
A erva mate da solidariedade
Em grande parceria entre entidades beneficentes e
organizadores do acampamento
farroupilha, a cada cuia de chimarrão vendida pela estante da Barão de Cotegipe por 0,50 R$
vai para o instituto Kinder que tem projetos de exclusão social para crianças e
jovens carentes.
“Achamos importante essa parceria inédita, é uma forma de
interessante de ajudar pois o sujeito paga os 0,50 R$ e pode ficar o dia
inteiro com a cuia ,” explica o diretor
da Barão de Cotegipe no acampamento Sergio Prado.
“O gaúcho já tem uma fama solidária, motivos para vim para
cá e ajudar tenho certeza que não irá faltar” completa.
E todos ganham com isso, a Cultura tradicionalista gaúcha
por estar sempre renovando suas tradições, as empresas que expõem suas marcas e
as crianças que ganham um pouco mais de esperança para o futuro.
Guilherme Barni e Luiz Otávio
Guilherme Barni e Luiz Otávio