segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Vamos matear no parque?


Q
uente,meio amargo e essencial na vida dos gaúchos. O chimarrão não pode faltar na rotina de quem vive o acampamento farroupilha durante os dias 7 a 22 de Setembro em Porto Alegre.
Quem vai ao parque Mauricio Sirotsky sobrinho em Porto Alegre e caminha entre os mais de 360 piquetes espalhados pelos 65 hectares de área verde ,sabe que lá ele encontra três coisas básicas ; música gaúcha, churrasco e o chimarrão, que dá as boas vindas e faz com que você se sinta definitivamente em casa .
 Te Aprochega vivente e tome tua cuia.

Antigo e tradicional habito dos gaúchos
O Chimarrão acompanha o gaúcho desde a sua existência por assim dizer. Habito adquirido dos índios Guaranis que até então tomavam uma bebida  feita de folhas fragmentadas, tomadas em um pequeno porongo por meio de uma folha de taquara na base que os guaranis chamavam de “caá-i” que significa água da erva saborosa.
Os primeiros conquistadores que provaram da bebida dos índios Guaranis gostaram, e então o Chimarrão se entendeu as margens do Rio Prata, conquistou Buenos Aires, enriqueceu o Paraguai e chegou finalmente aos Sete Povo e as Missões as margens do Rio Uruguai.
Dessa relação de amizade e companheirismo que só tem aumentado com o passar dos séculos, o gaúcho nunca mais largou a erva-mate, inclusive passou a ser um dos seus maiores exportadores  tendo como principal consumir o vizinho Uruguai.
 “O Chimarrão desde sempre acompanhou o gaúcho, por isso ele é símbolo de confraternização entre os amigos” diz Zenildo Rodrigues, que mora na Zona Sul de Porto Alegre, vive, trabalha e a sete anos vem para o acampamento farroupilha.
Em frente ao seu piquete uma cuia de chimarrão grande e chamativa ilustrando a receptividade que se tem do parque. “O Acampamento Farroupilha tem crescido bastante porque cada vez mais as famílias vêm pra cá e acabam conhecendo mais sobre a cultura gaúcha”. Ele completa.

A vinte e dois anos no mesmo lugar
Entre tantos piquetes, diferentes histórias que se encontram nas ruas do acampamento Farroupilha a de Hernani Silveira também chama atenção. Com um galo nos dando as boas vindas em seu piquete  ele nos conta que há vinte e dois anos vêm acampar no mesmo lugar “Vi tudo isso aqui crescer, quando vim pra cá pela primeira vez não tinha a metade das coisas que se tem agora, era tudo barro, o tempo passa”. Ele nos conta.
De fato os números do acampamento farroupilha também surpreendem.  Em 1995 por exemplo o número de entidades acampadas giravam em torno de cem.  No começo dos anos 2000 o número de entidades subiu para duzentos e quarenta. Hoje em dia o número de entidades e patrocinadores que de quatrocentas entidades.

A erva mate da solidariedade

Em grande parceria entre entidades beneficentes e organizadores do acampamento  farroupilha, a cada cuia de chimarrão vendida  pela estante da Barão de Cotegipe por 0,50 R$ vai para o instituto Kinder que tem projetos de exclusão social para crianças e jovens carentes.
“Achamos importante essa parceria inédita, é uma forma de interessante de ajudar pois o sujeito paga os 0,50 R$ e pode ficar o dia inteiro com a cuia  ,” explica o diretor da Barão de Cotegipe no acampamento Sergio Prado.
“O gaúcho já tem uma fama solidária, motivos para vim para cá e ajudar tenho certeza que não irá faltar” completa.

E todos ganham com isso, a Cultura tradicionalista gaúcha por estar sempre renovando suas tradições, as empresas que expõem suas marcas e as crianças que ganham um pouco mais de esperança para o futuro.

Guilherme Barni e Luiz Otávio

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